chupamos pistons

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Migrações com'ó caraças!!

Portugal, após longas décadas em que se distinguiu como ponto de partida de largas franjas de população para procurar um outro futuro, quer fosse por motivos profissionais ou por liberdade de pensamento, eis que vê inverter essa tendência……. de braços abertos, fruto da nossa afamada hospitalidade.

Crê-se que a primeira vaga de imigrantes ilegais, oriunda da África profunda, foram as andorinhas. Sabedores desse estatuto, os portugueses residentes acolheram-nas (e acolhem) mantendo intactas as suas habitações, salvo raras excepções em que estas estão a precisar de restauro e, com a boa-vontade que nos caracteriza, executamos as obras de demolição a custo zero.

Uns anos mais tarde surgiram os repatriados das ex-colónias portuguesas. Não tiveram a sorte das andorinhas por vários motivos.

Primeiro, as andorinhas são seres mais inteligentes e escolheram Portugal unicamente como destino de férias; segundo, se tivessem metade das asas das andorinhas, provavelmente tinham procurado outro destino, após aquele primeiro choque cultural.

Pouco tempo depois, já com a nossa democracia consolidada, começamos a receber brasileiros do Brasil (sim, porque há brasileiros por todo o lado).

Trata-se de mão-de-obra qualificada para a construção civil, com larga experiência no crescimento das grandes e modernas cidades brasileiras (do Brasil....) e que se destacam pela técnica de construção em aglomerado, (denominada, sardinha em lata enrabada) e também em escarpas, falésias e locais recônditos onde a polícia tenha dificuldade em trepar e quase desafiando a lei da gravidade (denominada, macaco no galho).

Hordas de romenos e moldavos chegaram logo no dealbar do novo século.

Caracterizam-se por traços fisionómicos semelhantes aos nossos (pensava não ser possível, mas há neste planeta mais pessoas baixinhas, com a pele encardida e de bigode farfalhudo) e por terem tiques de polícias sinaleiros, pois aglomeram-se nas rotundas e cruzamentos de muitas das nossas cidades.

Sociáveis, abordam-nos com cordialidade e tentam comunicar connosco através de papelinhos escritos, e tentando também conhecer a nossa cultura através do coleccionismo, mais concretamente da nossa unidade monetária.

Os chineses.

Os chineses são facilmente identificáveis porque a maioria fala bem chinês, homens, mulheres, velhos e crianças são parecidos, todos da mesma altura, calçam todos o mesmo numero de chinelo,……. porra……se não são decalcados pouco lhes falta, e ainda por cima mandaram-nos o refugo, porque não acredito que sejam todos assim tão feios.

Devem viver em tocas e reproduzir-se como coelhos, porque eram 6 ou 7, quando chegaram há dois anos…………. e até já devem viver por baixo da Assembleia da República.

Já foram avistadas lojas destes soturnos seres em localidades com menos de 20 habitantes, mas Sócrates está a deslocalizar o interior e os chineses também foram afectados.

Comem tudo o que se mexa, e a colónia de lagartixas do Sudoeste alentejano já está a ser afectada, mas na população flutuante de cães vadios ainda não é visível o decréscimo.

Em relação aos ucranianos tenho que fazer uma pequena introdução.

Os ucranianos são da Ucrânia, um país situado algures entre Andorra e a Mongólia, mas mais para lá do que para cá.

O país tem montes de gente alta e loira, tipo suecos mas a língua não tem nada a ver, porque o sueco é muito mais perceptível.

A capital foi Chernobyl até 1986, ano em que entrou em órbita, juntamente com parte da população.A grande maioria dos ucranianos que gravitavam em torno da terra acabaram por cair, crê-se que por falta de vistos, e acabaram por cair ilegalmente em Portugal.

Traziam ainda as roupas da época…..mas com o passar dos anos voltaram a ficar na moda.

Os ucranianos são “cool”.

Por último,.... quem não se lembra daqueles “sem-terra” que vivam em pré-fabricados, ali para os lados da Gália, e que se apropriaram daquele terreno em Zona Florestal mas com alto valor sentimental ?

Uderzo e Goscinny, quando criaram Asterix e Obelix mais não fizeram que romancear e retocar os personagens que, nos dias de hoje, ainda espalham o terror onde se instalam.

Falo dos IRREDUTÍVEIS CIGANOS.

Tal como naquela época, os romanos dos nossos dias também tentam, sem sucesso, tomar de assalto as suas pequenas aldeias fortificadas, para se apropriarem da afamada poção mágica, que deixa qualquer comum mortal com super-poderes, mas geralmente sem sucesso.

Nas festas de celebração das sucessivas vitórias, em longas mesas corridas degustam a saborosa galinha caseira, gentilmente subtraída ao incauto criador, mas esta fixação por galinhas tem uma razão de ser. Os criadores ainda não optaram pelo javali.

Os ciganos, naturistas por defeito, adubam os campos e por isso temos excedentes na produção cerealífera.

Deslocam-se em manadas, qual praga de gafanhotos, depois de terem debulhado os arredores do local onde nidificam.

Este é, em traços gerais, o panorama actual dos nossos imigrantes mas que, principalmente com a evolução dos países de leste, pode vir a mudar repentinamente e passarmos a ser procurados pelos Haitianos, o povo mais pobre do mundo,……mais que nós, imaginem só!!

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