Os portugueses ladram e o comboio não passa.....
O debate sobre a urgência ou necessidade do comboio de alta velocidade em Portugal continua a dividir os portugueses. Vou aqui tentar trazer uma visão independente e descomplexada sobre o tema.
Mais que qualquer outro dilema, o que está a impedir o avanço do projecto prende-se com o nome a dar ao comboio. Como sabem, em França é designado como TGV (Train à grande vitesse) …ou em Espanha foi adoptada a designação AVE (Alta velocidad española).
Em Portugal foi criada em 1972 uma comissão para seleccionar criativos de vários quadrantes para debater e chegar ao nome que, crê-se, irá ser dos mais bonitos dentro do género.
Foram milhares os nomes propostos e entretanto retirados por incompatibilidades várias e dos que foram seleccionados para ser a analisados pela entidade reguladora de marcas registadas, destacam-se as siglas NASA (Nova automotora superior ao Alfa) e HIENA (High Espid National).
Depois da triagem efectuada, a comissão irá escolher um conselho de gestão para delegar numa entidade pública, superintendida pelos membros e familiares das Juntas de freguesia que serão percorridas pela composição, para escolher a sigla final.
A vertente economicista é a que mais preocupa as esferas governativas do país e da União Europeia, que como se sabe, irá comparticipar com alguns euros e com a vontade de pôr os seus deputados com mais facilidade nas praias da Costa da Caparica, depois de comer umas tripas na Ribeira. De entre as mais variadas formas de auto-financiamento, a publicidade é a que aparece com maior viabilidade. O maior entrave prende-se com a velocidade das composições, o que irá dificultar a leitura dos painéis publicitários. Assim, as notícias dão eco a duas hipóteses, que passam pela redução da velocidade em aglomerados urbanos com mais de 50 habitantes, de aglomerados junto a carrinhas da Família Frost…..ou pela técnica do desdobramento, em que circulam composições em intervalos mais curtos, com a continuação da mensagem, do género:
Comboio das 8.45 - “Ku Klux Klan”
Comboio das 8.47 - ”Anestesiante anal!!”
Comboio das 8.49 - ““Até para encapuzados”
O tempo de viagem é outra das preocupações e das que mais dividem os “Opiniom Meiquers”.
Julga-se que a redução no tempo estimado na ligação Lisboa – Porto em relação ao Alfa Pendrucalho em 2 minutos não justificará este investimento, mas em matéria de auto-estima patriótica melhorará bem mais e o Governo prevê um crescimento económico de 3,5% para as 36 horas seguintes à inauguração.
De todos os entraves postos, o maior poderá ser o dos ecologistas e associações ambientalistas.
O primeiro traçado proposto, ainda pelo Governo de Marcelo Caetano, previa que as composições partissem da actual Gare do Oriente (na época prevista como Gare Auschwitz) e chegassem ao Porto depois de passar pela penitenciária de Coimbra, onde seriam largados os excedentes do Tarrafal. Os ambientalistas revoltaram-se porque este traçado seria prejudicial ao desenvolvimento sustentado do lagostim do Mondego.
Já nos nossos tempos, dada a intransigência das associações e já com a experiência acumulada com o Metro de Lisboa e Porto, foi estudado um percurso todo ele subterrâneo, mas mais uma vez, e desta feita em prol das ninhadas da toupeira corcunda do Vale de Santarém , que nidificam 3 vezes por semana em locais recônditos, os ecologistas interpuseram uma providência cautelar (que está na moda) .
Os dados estão lançados, a intriga está efervescente, a Carolina prepara novo livro, os sindicatos preparam-se para protestar…..resta saber o quê, os Japoneses já devem ter o tele-transporte quando a discussão aqui terminar , os Angolanos vão receber as nossas velhas automotoras vermelhinhas para se tornarem no país africano com mais automotoras vermelhinhas…. e com todos estes elementos, espero que se faça luz nesse teu túnel !!!!

1 Comentários:
Olá Rui (pelo menos é o que aparece no msn),
Não comento o já super comentado!
Jinhos
Paula
Por
Anónimo, Às
17 de janeiro de 2007 às 05:04:00 WET
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