Uma noite agitada!!!
Esta é uma realidade que assola muitos lares portugueses, mas que carece de divulgação porque os intervenientes não têm consciência das ocorrências.
Este é o relato, baseado em personagens reais, de uma família sonâmbula.
Quando o sino da igreja repica doze vezes, já a família Soares dorme profundamente. Por motivos de obras na habitação, os 5 membros da família repousam no quarto de casal, depois de mais um dia intenso.
Na cama grande, costas com costas está o casal, em colchões no chão estão filho e filha, no sofá-cama descansa a avó.
Esta inebriante calma e rotina é quebrada precisamente pela avó, que, sem motivo aparente, emite um lancinante grito, semelhante ao da Catatua raiada com o cio .
O sonambulismo sonoro é a característica mais vincada dos idosos, em parte devido à sua dificuldade de locomoção.
Ao terceiro grito, qual galo pela manhã, a actividade no quarto torna-se evidente. Enquanto o filho, ás apalpadelas, tinha chegado ao aquário da sala, para onde urina em cascata, a mãe encerava a careca do marido, talvez confundindo-a com o “abat jour” em madeira de carvalho e denotando uma preocupação na lide da casa.
O penúltimo grito da avó foi diferente, mas possivelmente teve origem na insistência da filha em esburacar-lhe as pregas dos fundilhos para lhe espetar um piercing.
O pai, já com a cabeça lustrosa, tentava desenvencilhar-se de umas ceroulas em Arraiolos que a mãe lhe tinha feito e vestido num abrir e fechar de olhos.
O filho, por esta altura, debatia-se com uma carpa faminta no interior das cuecas.
Os vizinhos já estavam habituados a estes episódios, mas a policia chegava a ser chamada ao local quando a velha parecia possuída e zurrava á janela.
Aproveitando o facto do pai ainda se debater com os Arraiolos, a filha faz-lhe uma tatuagem no pescoço, utilizando o ferro em brasa que a mãe acabara de usar para queimar o leite-creme.
O filho, entretanto, jazia na cama dos pais com ar satisfeito e com a carpa submissa, nos entre-folhos. A mãe regressa de avental e empurra o filho para o colchão aos pés da cama, desenleia o marido e abraça-o ternamente.
A filha manda um ultimo toque ás amigas.
Com ar triunfante regressa da rua,para onde se escapulira, a velha, com 300 euros na mão, trajando a mini-saia da neta e a peruca loira da filha e emite o lancinante grito da catatua raiada saciada.
Este é o relato, baseado em personagens reais, de uma família sonâmbula.
Quando o sino da igreja repica doze vezes, já a família Soares dorme profundamente. Por motivos de obras na habitação, os 5 membros da família repousam no quarto de casal, depois de mais um dia intenso.
Na cama grande, costas com costas está o casal, em colchões no chão estão filho e filha, no sofá-cama descansa a avó.
Esta inebriante calma e rotina é quebrada precisamente pela avó, que, sem motivo aparente, emite um lancinante grito, semelhante ao da Catatua raiada com o cio .
O sonambulismo sonoro é a característica mais vincada dos idosos, em parte devido à sua dificuldade de locomoção.
Ao terceiro grito, qual galo pela manhã, a actividade no quarto torna-se evidente. Enquanto o filho, ás apalpadelas, tinha chegado ao aquário da sala, para onde urina em cascata, a mãe encerava a careca do marido, talvez confundindo-a com o “abat jour” em madeira de carvalho e denotando uma preocupação na lide da casa.
O penúltimo grito da avó foi diferente, mas possivelmente teve origem na insistência da filha em esburacar-lhe as pregas dos fundilhos para lhe espetar um piercing.
O pai, já com a cabeça lustrosa, tentava desenvencilhar-se de umas ceroulas em Arraiolos que a mãe lhe tinha feito e vestido num abrir e fechar de olhos.
O filho, por esta altura, debatia-se com uma carpa faminta no interior das cuecas.
Os vizinhos já estavam habituados a estes episódios, mas a policia chegava a ser chamada ao local quando a velha parecia possuída e zurrava á janela.
Aproveitando o facto do pai ainda se debater com os Arraiolos, a filha faz-lhe uma tatuagem no pescoço, utilizando o ferro em brasa que a mãe acabara de usar para queimar o leite-creme.
O filho, entretanto, jazia na cama dos pais com ar satisfeito e com a carpa submissa, nos entre-folhos. A mãe regressa de avental e empurra o filho para o colchão aos pés da cama, desenleia o marido e abraça-o ternamente.
A filha manda um ultimo toque ás amigas.
Com ar triunfante regressa da rua,para onde se escapulira, a velha, com 300 euros na mão, trajando a mini-saia da neta e a peruca loira da filha e emite o lancinante grito da catatua raiada saciada.

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